1ª Companhia Comandante José Moutinho garante: “Vou levá-los ao limite físico e psicológico”
Em conversa com a NOVA GENTE, o comandante diz regressar com a mesma exigência e missão de sempre: transmitir valores, disciplina e espírito de equipa. Aos 64 anos, garante que a mente é a principal arma para levar os recrutas a vencer resistências corporais e emocionais.
Vinte anos depois, José Moutinho está de volta à 1.ª Companhia, o reality show que combina treino militar intenso com desafios pessoais e de grupo, em exibição na TVI a partir de 1 de janeiro. Em conversa com a NOVA GENTE, o comandante confessa que recebeu o convite do canal de Queluz de Baixo com entusiasmo: “Fiquei bastante satisfeito, porque foi um programa que me deu imenso gozo fazer [em 2005]. Como militar, poder transmitir os nossos valores e princípios é sempre bom, principalmente quando temos uma plateia enorme a assistir”, diz, acrescentando que, nas duas edições emitidas anteriormente, “sabia que era um risco enorme fazer parte de um programa deste género” e que, em qualquer um dos casos, aceitou por achar “importante poder transmitir os princípios e também a maneira de ser e de estar na vida” de um militar.
Apesar de ter levantado algumas reservas devido a questões de saúde, como a operação ao joelho a que foi submetido há cerca de dois anos, José Moutinho garante que as limitações físicas não o impedirão de desempenhar plenamente o papel que tem a seu cargo, até porque o ideial é “dar o exemplo”. “São limitações que não me vão impedir de, à semelhança de há 20 anos, mostrar tudo o que for necessário e exigir deles o que for preciso”, promete.
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A mensagem que quer transmitir aos espectadores e aos candidatos passa pelo “espírito de equipa, camaradagem e valores”. Contudo, o contexto atual acrescenta outra dimensão aos seus propósitos: incentivar jovens a considerarem a carreira militar, num momento em que as Forças Armadas portuguesas enfrentam dificuldades de recrutamento.
“A mensagem será sempre a mesma: passa por as pessoas saberem trabalhar em equipa, terem espírito de corpo, de camaradagem. Isso é o fundamental. Depois, devido à conjuntura atual, é também estimular os jovens que sentem uma certa apetência para a carreira militar a oferecerem-se como voluntários para as nossas Forças Armadas, que nos últimos anos se têm queixado imenso de falta de efetivos. Portanto, se isto servir como incentivo a que haja um maior número de oferecimentos para as Forças Armadas, eu fico bastante satisfeito”, revela à nossa revista.
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Texto: Ana Filipe Silveira; Fotos: Tito Calado e Arquivo Impala.