Rússia volta a atacar portos e infraestruturas de transporte em Odessa
A Rússia lançou novos ataques contra o porto de Odessa, danificando armazéns e linhas ferroviárias. Saiba tudo sobre a situação na Ucrânia.
A região estratégica de Odessa, no sul da Ucrânia, foi alvo de uma nova vaga de ataques russos durante a última noite. O governador regional, Oleg Kiper, confirmou através das redes sociais que a ofensiva utilizou drones de ataque, visando especificamente a logística de exportação e os centros de transporte.
De acordo com as informações recolhidas, os danos concentram-se em infraestruturas portuárias vitais para a economia ucraniana. Entre os alvos atingidos estão:
– Um armazém de carga seca e vários contentores de transporte.
– Edifícios administrativos que sofreram a quebra de vidros devido à onda de choque.
– Infraestruturas ferroviárias situadas dentro do perímetro portuário.
– Escritórios de empresas parceiras que operam na zona logística.
Apesar da violência das explosões, as autoridades confirmaram que não houve registo de mortos nem feridos nesta incursão. Os incêndios provocados pelos impactos foram prontamente extintos pelas equipas de emergência e pelos próprios funcionários das empresas locais.
Estratégia de asfixia económica
Este ataque não é um episódio isolado, mas sim parte de uma campanha russa sistemática para paralisar a economia da Ucrânia. Ao visar os portos, Moscovo tenta bloquear o corredor marítimo que permite o escoamento de cereais e outros bens essenciais para o mercado internacional.
Desde o início da invasão em larga escala, já foram danificadas ou destruídas cerca de 700 instalações portuárias e mais de 150 embarcações civis. A Rússia intensificou estas operações após as ameaças de Vladimir Putin em isolar totalmente o país do acesso ao Mar Negro.
Ajuda humanitária diretamente afetada
A pressão sobre Odessa tem sido constante nas últimas semanas. No final de fevereiro de 2026, um ataque semelhante atingiu não só o porto, mas também zonas residenciais, provocando feridos entre a população civil, incluindo crianças.
A comunidade internacional continua a vigiar de perto estas movimentações, uma vez que a destruição de centros de transporte afeta diretamente a ajuda humanitária e o abastecimento global.